quinta-feira, 24 de julho de 2014

CLASSE DE 1994 (Pt. 2)

20 anos depois, 10 discos que ainda fazem muito barulho – Pt. 2

Pois bem. Vamos à segunda parte da “Classe de 1994”. Alguns camaradas inclusive adivinharam alguns dos álbuns que estão incluídos nessa metade final da lista de discos lançados há 20 anos. Vale lembrar que eu estou destacando apenas os principais álbuns de 94 que este blogueiro possui e não aqueles que tiveram grande importância naquele ano como um todo.Confiram então quais são esses CDs e vejam se estão de acordo.








“Raimundos” – Raimundos
A primeira música que eu ouvi dos Raimundos foi “Selim”. Uma balada acústica bem tranqüila, mas cuja letra era uma baixaria sem tamanho. Com dezesseis anos de idade, achei o máximo. O restante do álbum era um hardcore pra lá de nervoso com pitadas muito originais de forró. Isso mesmo. Forró misturado com guitarras pesadíssimas e um baixão ultra estalado! Não dava pra entender quase nada das letras cantadas na velocidade da luz pelo vocalista Rodolfo Abrantes e isso me intrigava ainda mais e me fazia querer ouvir aquelas músicas várias vezes. Somente alguns anos depois eu acabei comprando o cd e, com o encarte em mãos, decorei praticamente todas as letras. “Raimundos” foi a estreia arrebatadora da banda de Brasília que liderou uma geração riquíssima do rock nacional que ainda duraria até o final da década. Destaque para as faixas “Puteiro em João Pessoa”, “Bê a Bá” e “Nega Jurema”.









 “Da Lama ao Caos” – Chico Science e Nação Zumbi
Foi na novela “Mulheres de Areia” (sim, eu assisti novela um dia) que eu ouvi a música “A Praieira”. Não sabia que estilo musical era aquele. Só sabia que vinha do nordeste por causa do sotaque do vocalista. Um pouco depois acho que vi o clipe de “A Cidade”. Achei igualmente agradável. Mas foi somente uns dois anos depois, quando minha escola participou da gravação do saudoso “Programa Livre”, no SBT, que eu realmente me liguei naquela banda fantástica. Guitarra pesada e tambores de maracatu que ressoavam no fundo do peito. Que som absurdo! “Da Lama ao Caos” foi o segundo cd que eu tive do CSNZ. Isso foi depois de já ter ganho de aniversário o disco seguinte, o também excelente “Aforciberdelia”, e, infelizmente, depois da trágica morte de Chico Science, no início de 1997. Mesmo sem seu eterno líder, a banda continuou espetacular e eu os acompanho até hoje, comprando cada álbum lançado. Outras músicas de destaque são “Da Lama ao Caos” e “Rios, Pontes e Overdrives”.









 “Usuário” – Planet Hemp
Ah...o polêmico Planet Hemp. Hoje em dia não sei se a surpresa seria tão grande, mas vinte anos atrás, foi o maior rebuliço. Clipe censurado, integrantes presos por apologia às drogas, enfim, muito alarde. Mas tinha a música! Esses cariocas faziam um rap de ótima qualidade e misturavam com funk e hardcore. Uma fórmula inspirada nos americanos do Beastie Boys e que conquistou a molecada rapidamente. Não chegou a ser tão popular quanto os Raimundos devido à maior agressividade das letras, mas foi um dos pilares do rock nacional da época. “Usuário” foi o disco de estreia do Planet que ainda lançaria mais dois trabalhos de estúdio e um registro ao vivo. Aliás, tive a chance de ver o show dos caras uma única vez e garanto que foi bom demais! Minhas músicas favoritas do álbum não fogem do óbvio porque de fato são excelentes. “Legalize Já”, “Dig Dig Dig (Hempa)”, “Mantenha o Respeito”, além de “Fazendo Sua Cabeça” e “Não Compre, Plante”.










“Korn” – Korn
Eu só descobri que o Korn existia quando vi o clipe da música “Blind” uns três anos depois que o álbum de estreia dos caras havia sido lançado. Na hora não me empolguei muito porque logo depois da introdução bem porrada entrava um vocal suave, praticamente sussurrante do vocalista Jonathan Davis. Mas aos poucos fui me acostumando com o estilo da banda, o hoje famigerado “new metal”. Já em 98 eu comprei o aclamado álbum “Follow the Leader”, o terceiro da carreira dos californianos. Em seguida comprei o segundo, “Life is Peachy”, e só então achei o auto-intitulado. Talvez não seja o meu preferido da discografia do Korn, mas é um excelente álbum que acabou se tornando influência para inúmeras bandas que surgiriam ainda naquela década e também na seguinte. As faixas que mais me chamam a atenção neste disco, além de “Blind”, são “Faget” e “Shoots and Ladders”.










“The Downward Spiral” – Nine Inch Nails
Esse foi o ultimo álbum lançado em 1994 da minha coleção que eu adquiri. Eu cheguei a ter contato com alguma coisa do Nine Inch Nails na época que comecei a curtir rock, mas nunca havia me interessado muito por aquele som meio estranho que misturava rock e música eletrônica. Em meados de 2004 me deu um instalo. Acabei ouvindo algumas músicas dos caras que pela primeira vez me chamaram a atenção e resolvi comprar o álbum duplo “The Fragile”. Era só isso que faltava. Comecei então a ir atrás de toda a discografia da banda. E não foi fácil. A maioria dos CDs do grupo liderado pelo gênio Trent Reznor tive que comprar lá fora. “The Downward Spiral” foi um desses. Para muitos, é o melhor trabalho do NIN e isso se justifica através de canções fantásticas como “March of Pigs”, “Heresy”, “Reptile”, a balada dramática “Hurt” e claro, a espetacular “Closer”. Um álbum clássico que, quem é fã de rock deve ouvir pelo menos uma vez na vida.

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