segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

TOP 5

Top 5 Instrumentistas - Bateristas

Ocupar o posto de baterista em um grupo musical exige uma enorme responsabilidade. Dificilmente uma banda consegue progredir sem alguém verdadeiramente competente com as baquetas. Eu sou fascinado por esse instrumento e cheguei a ter uma breve experiência ocupando este posto na finada banda de punk rock da qual fiz parte. Devo confessar que a sensaçaão é boa demais.

Esses caras que usam as baquetas como se fossem a extensão de suas mãos, muitas vezes são pessoas bem peculiares. Você pode encontrar aquele baterista do estilo maluco, que espanca as peles do instrumento sem dó, aquele ultra-veloz, de técnica irrepreensível, ou aquele de postura plácida, elegante, que parece nem fazer esforço para tirar um som incrível.

Bateristas de qualidade existem nos mais variados estilos musicais. Basta pesquisar os gêneros que exigem mais técnica para encontrarmos grandes profissionais. Nesse top 5, porém, preferi me restringir ao mundo do rock, no qual tenho um pouco mais de propriedade para opinar e cometer a ousadia de escolher os cinco maiores no ramo.

Como sempre, me baseei em diversas outras listas de melhores bateristas. Eleições promovidas por revistas, foruns de internet e uma pitada do meu gosto pessoal me ajudaram a chegar nessa lista final. Muito provavelmente, você que toca bateria ou que simplesmente é um fã do instrumento deve sentir falta de algum nome. Eu entendo. Dolorosamente tive que excluir vários de minha preferência. Enfim...vejam no que deu.








1º Neil Peart (Rush)

O Rush é uma banda canadense de metal progressivo com mais de 40 anos de carreira que prima pela técnica incrível de seus integrantes. Geddy Lee (vocalista de estilo contestável) domina o baixo e os teclados, enquanto Alex Lifeson é um excelente guitarrista. Mas “o cara” da banda é Neil Peart. Sua técnica é absurda e precisa. Seu estilo é tão dominador que o Rush se desenvolveu a partir dele. As canções são compostas a partir do que ele cria na bateria. Aliás, o set de Neil é gigantesco justamente para que ele consiga colocar em prática toda sua criatividade. A frase mais comum que se diz quando se fala de baterista de rock é: “Ah...o melhor do mundo é aquele do Rush...como ele se chama mesmo? “. E é bem por aí. Por mais que as pessoas nem sejam muito familiarizadas com o grupo, o respeito adquirido por Neil Peart através dos anos é mais do que justo devido ao seu talento único. Primeiro lugar indiscutível.










2º Joey Jordison (Slipknot)

O nome de Joey Jordison apareceu em várias das listas pesquisadas para elaborar este top 5. Nem sempre esteve muito  bem colocado, mas esteve presente de forma regular. Isso já lhe credenciava a ter um lugar entre os cinco melhores. Mas tenho que admitir que foi meu gosto pessoal que colocou o baterista da banda de heavy metal Slipknot nesta privilegiada segunda posição.  Ao bater o olho em um carinha de menos de 1,70 de altura ninguém imagina que ali se encontra um verdadeiro monstro na bateria. Veloz, técnico e muito ágil, Joey dá uma verdadeira aula a cada performance de sua banda. Como disse na introdução desta lista, muito do progresso de um grupo se dá através da qualidade de seu baterista. Certamente  Joey é um dos responsáveis pelo sucesso do Slipknot no mundo todo. É também por conta de seu talento que o Number 1 (seu codinome na banda) já substituiu Lars Ulrich do Metallica, quando este passou mal antes de um concerto na Inglaterra, saiu em turnê com o Korn em 2007 e recentemente deu uma “canja” em um show do System of a Down. Preciso dizer mais alguma coisa?









3º John Bonham (Led Zeppelin)

Inglês da cidade de Redditch, John Henry Bonham fez parte do Led Zepellin, uma das maiores bandas de rock de todos os tempos ao lado de lendas como o guitarrista Jimmy Page (presente no top 5 da categoria),  do vocalista Robert Plant e do baixista John Paul Jones. O grupo era uma fonte inesgotável de arte em forma de música para seus fãs e John Bonham era uma parte fundamental da química que existia ali. Seu estilo único à frente da bateria influenciou e ainda influencia inúmeros bateristas da cena mais recente do rock como Dave Grohl, ex-baterista do Nirvana, que tem em Bonham seu grande ídolo. Ele tem inclusive o símbolo que representava Bonzo no álbum Led Zeppelin IV tatuado em três locais diferentes. Infelizmente, John Bonham foi mais uma vítima do estilo de vida intenso levado por muitas estrelas do rock. Em 1980, após uma noite de abuso do consumo de vodka, acabou falecendo enquanto dormia, asfixiado pelo próprio vômito. O mundo da música perdia um enorme talento com apenas 32 anos de idade.










4º Keith Moon (The Who)

A palavra mais adequada para descrever Keith John Moon é: maluco. O baterista do The Who era um músico muito criativo e que desenvolveu um estilo inovador de tocar bateria. O cara parecia um polvo à frente de seu instrumento de trabalho ao realizar movimentos exagerados que resultavam em um som totalmente compatível com a energia das apresentações ao vivo do The Who. Juntamente com o guitarrista Pete Townshend, Keith era a verdadeira alma da banda e contagiava a todos com seu estilo mais do que peculiar. A “loucura” deste baterista chegou a um nível realmente crítico quando ele levou a sério demais a intenção de tornar mais explosiva uma performance do grupo em um programa de TV na Inglaterra. Com seu incentivo, a produção da banda colocou explosivos demais no bumbo de sua bateria que deveriam ser detonados ao final da apresentação. Conclusão: Keith foi atingido por estilhaços de seu instrumento e Pete Townshend perdeu parte de sua audição. Keith Moon faleceu em 1978, aos 32 anos, vitima de uma overdose de sedativos que tomava para aliviar os sintomas da abstinência de álcool.











5º Mike Portnoy (Dream Theater)

Este norte-americano de Long Beach é considerado um dos maiores bateristas de sua geração. Co-fundador da banda de metal progressivo Dream Theater, Portnoy é conhecido por aliar ao seu estilo muita agressividade e técnica ao mesmo tempo. A exemplo de Neil Peart, o campeão deste top 5, nem é preciso ser fã das músicas ultra-virtuosas do Dream Theater para reconhecer que Mike é um gênio no que faz. Também a exemplo de outro integrante desta lista, Joey Jordison, Mike é constantemente lembrado por grandes bandas para sair em turnê. Ele já prestou seus “humildes” serviços para bandas como o Avenged Sevenfold e Stone Sour. Nos dois casos, as bandas ficaram repentinamente sem baterista e precisavam de alguém muito bom e que pudesse aprender seus repertórios o mais rápido possível. Nas duas oportunidades Mike deu conta do recado fácil, fácil. Portnoy deixou o Dream Theater em 2010 e atualmente está tocando na banda Flying Colors.     .

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

The Black Keys



The Black Keys: o novo bom e velho rock and roll





Um certo dia, no começo do ano passado, conversando com um camarada do meu trabalho comentei que o Arctic Monkeys, banda indie inglesa da qual somos grandes admiradores, iria fazer uma turnê grande pelos Estados Unidos. Mas um detalhe me deixou contrariado e eu falei pra esse camarada: “Cara! O Arctic Monkeys vai sair em turnê pelos Estados Unidos, mas não vão ser a atração principal! Eles vão abrir pra um tal de The Black Keys...você conhece essa banda?”.  E ele respondeu: “É...parece que eles estão “grandes”, sim. Muito bem falados e tal”. Na hora eu deixei passar batido, mas guardei o nome na memória pra pesquisar mais pra frente.

Com o passar do tempo, realmente fui comprovando que o tal The Black Keys realmente estava bem “hypado” tanto em seu país natal, Estados Unidos, quanto na Europa. Comecei a ouvir falar cada vez mais dos caras e então minha curiosidade foi aumentando. Foi então que em uma das minhas visitas ao excelente site whiplash.net vi uma matéria que descrevia com detalhes toda a discografia da banda. 

Nessa matéria descobri que o Black Keys na verdade é uma dupla! Isso mesmo! Dan Auerbach (guitarra e vocal) e Pat Carney (bateria) são seus únicos membros oficiais. Isso aguçou ainda mais minha curiosidade e então parti pra ouvir o som dos caras. Primeiro dei uma sacada pela internet naquele que é o álbum mais recente da dupla, intitulado “El Camino”, lançado em 2011. Achei interessante mas nada de especial.




 Pouco tempo depois resolvi dar mais uma chance para os dois esquisitões e ouvi o disco anterior ao “El Camino”, chamado simplesmente de “Brothers”. Dessa vez minha reação foi um pouco mais positiva. O próximo passo foi passar em uma loja, pegar um cd nas mãos e ouvir com um pouco mais de atenção. Aí a história começou a mudar. 

Não demorou muito e eu finalmente comprei (sim, comprei, não baixei) o já citado “El Camino”. A essa altura já estava seduzido pelo rock garageiro que mistura blues, uma pitada de country e mais uma dose rock sessentista. É sem dúvida um som que não te deixa ficar parado. Um som que te leva instintivamente a fazer air guitar, dar uma dançada de leve ou simplesmente viajar com os riffs matadores compostos por Dan. 

Paralelamente a esse “processo de sedução”, comecei a dar uma olhada nos clipes do The Black Keys. E mais uma vez eles surpreenderam. Ainda não vi todos. Mas os que eu vi me chamaram muito a atenção. Dan e Pat costumam inclusive atuar nos vídeos e acabam se saindo muito bem. São os casos dos clipes de “Tighten Up” e “Your Touch”. Mas o mais divertido dos que eu vi até agora é sem dúvida o do single de grande sucesso do “El Camino”, “Lonely Boy”. O clipe nada mais é do que um “tiozinho”,  realmente sozinho, dançando para a câmera durante os pouco mais de três minutos da canção. Muito engraçado, simples e original. Vale conferir.





Desde que comprei o cd confesso que fiquei meio obcecado pela banda. Voltei a ouvir os trabalhos anteriores, principalmente o já citado “Brothers”, além de “Attack and Release”, de 2008 e “Magic Potion”, lançado em 2006. Ouvindo todos esses álbuns dá pra perceber uma sutil mudança no som dos caras, mas sem perder a identidade. A essência blues continua até hoje, mas as músicas dos primeiros registros são bem menos acessíveis, digamos assim. A produção, a cargo do baterista Pat Carney, era mais suja e os arranjos um pouco mais complexos. A partir do momento em que Danger Mouse (membro da dupla de R&B Gnarls Barkley) passou a assumir o papel de produtor ao lado de Pat, a história mudou um pouco. 

Danger Mouse conseguiu tornar o som do The Black Keys um pouco mais palatável, mas sem se tornar fraco, nem perder a pegada rockeira que é sua característica mais marcante. Inclusive, para encorpar ainda mais as performances ao vivo das composições mais novas, músicos adicionais tocam em grande parte dos shows para reproduzir com fidelidade as guitarras extras, o baixo e o teclado que ouvimos nas versões de estúdio.

O fato é que agora eu consigo entender porque o Arctic Monkeys foi a banda de abertura na turnê americana com a dupla nativa de Akron, Ohio. Não que eu acredite que eles sejam melhores que os moleques ingleses. Minha opinião pode até mudar no futuro. Não sei. Mas sem dúvida ficou claro pra mim porque esta banda vem recebendo seguidos elogios da mídia especializada, abocanhando prêmios e lotando qualquer lugar onde se apresentam.  






Por falar nisso, o The Black Keys se apresentará pela primeira vez no Brasil em março deste ano, no segundo dia do festival Lollapalooza, em São Paulo. Infelizmente a falta de verba me impede de testemunhar esta que tem tudo para ser um excelente show. O jeito vai ser acompanhar pela tv mesmo.

Para o meu desespero ainda maior, somente o cd mais recente foi lançado no Brasil. Os anteriores podem ser encontrados por aqui, mas por um preço exorbitante. Espero que sejam lançados por aqui em breve. Quem sabe com a vinda dos caras pra cá alguma gravadora não se habilite.

Olha...eu canso de dar boas opções de rock nesse blog. Pode ser que vocês não tenham se empolgado com nenhuma delas, mas dessa vez eu intimo vocês a darem uma ouvida no The Black Keys. Se não gostarem, podem vir me cobrar mas, sinceramente, duvido que isso aconteça. 










quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FELIZ ANO NOVO!!!


Olá, caros leitores!! Este é o primeiro post de 2013. Passada a festança, comilança, etc, resolvi começar o ano com algo pesado. Um dia desses estava ouvindo System Of A Down aqui em casa e aí não teve jeito. Me lembrei do show que fui em 2011, na Chácara do Jockey, em São Paulo. Aquilo ali sim levantou poeira. Não aquela música terrível de uma cantora que me recuso a escrever o nome aqui nesse blog.
Na época do show escrevi uma resenha a respeito. Para publicar aqui no blog, eu dei uma ajeitada aqui e ali e incluí alguns vídeos feitos bem do meio da pista para que vocês possam ter uma noção do que foi essa apresentação inesquecível. Facilmente, um dos melhores shows que eu fui em toda minha vida. Fuck the system!!!



System of a Down: metal + poeira = show ideal



Depois de dez anos de espera, finalmente, no dia 1 de outubro de 2011, a banda System Of A Down fez seu primeiro show para seus fãs brasileiros. Os grandes privilegiados foram os paulistas que, na Chácara do Jockey, um dia antes da apresentação no Rock In Rio, testemunharam um grande show. Foi uma apresentação que justificou intermináveis horas de espera na fila de entrada do local do evento, debaixo de um sol impiedoso.

Quando os portões abriram, pouco antes das 17 horas, a fila gigante acabou andando rapidamente e, uma vez dentro do recinto, tudo correu de forma tranquila. A galera esperou pacientemente até que, pontualmente, às 20 horas, começou o show de abertura que ficou a cargo da banda brasileira de rock instrumental Macaco Bong. O show deste “Power trio” mato-grossense foi curto (cerca de meia hora), mas conseguiu prender a atenção do público. Principalmente se levarmos em consideração que o som dos caras é bem diferente do convencional justamente pela falta de letras, o que faz com que os arranjos de cada música sejam mais trabalhados e acabem ficando em evidência.

Cerca de meia hora depois do show do Macaco Bong, uma cortina branca com um enorme logo do System of A Down foi esticada de cima a baixo, na beirada do palco. Isso já foi o suficiente para levar os fãs à loucura. Nem mesmo a garoa que começou a cair instantes antes da banda entrar no palco segurou a empolgação de todos aqueles que esperaram tanto por esse momento. Mais alguns minutos e vieram os primeiros acordes de “Prison Song”. Histeria completa! Foi então que o tecido caiu e aí sim começou o pandemônio. Quase fui tragado pela multidão que se acotovelava para chegar o mais próximo possível do palco. Devo confessar que fazia tempo que não passava tamanho sufoco num show.



Como esperado, o show foi muito intenso. Foi uma pancada atrás da outra, praticamente sem pausa, sem frescuras e ainda com direito a peculiar dancinha do vocalista Serj Tankian. O guitarrista Daron Malakian mostrou que o hiato de quase cinco anos da banda não fez mal nenhum. O cara continua tocando e cantando demais e era quem mais incitava o público a fazer coro em praticamente todas as músicas. Talvez nem fosse preciso. A galera nitidamente sabia de cor todo o repertório deste grupo cujos integrantes (além de Serj e Daron, Shavo Odadjian, no baixo e John Dolmayan, na bateria) são todos descendentes da Armênia, antiga república soviética.

Diferente do que ocorreria no dia seguinte, no Rock In Rio, o show deste dia era exclusivo do SOAD. Isso certamente contribuiu sensivelmente para o clima que predominava no Jockey. O público literalmente fez levantar poeira na pista. E que poeira! Além da falta de chuva (que ficou naquela ameaça do começo), os inúmeros moshes que se abriam durante as músicas mais pesadas (quase todas, na verdade) fizeram com que a terra subisse e quase tomasse conta do ambiente. Mas isso estava longe de ser um problema. Todo mundo continuou gritando, cantando e pulando ininterruptamente.


Outro ponto de destaque da noite foram os breves discursos proferidos por Serj. Para quem não é familiarizado, o SOAD é uma banda engajada politicamente, na mesma linha do Rage Against The Machine, e sempre procura, através de suas letras, conscientizar as pessoas sobre problemas envolvendo guerras, governantes incompetentes, preconceito e meio-ambiente. Desta forma, o metal politizado do System consegue chamar atenção não só daqueles que apreciam um som cheio de energia, mas também daqueles que têm o mínimo de consciência sobre o mundo perturbado em que vivemos hoje.


Voltando a parte musical, os caras tocaram todas as músicas mais conhecidas da discografia da banda. Privilegiaram o segundo e mais bem sucedido álbum “Toxicity” (10 faixas do cd foram executadas). “Chop Suey!”, “Needles”,“Psycho”, “Aerials”, enfim, as pérolas. Mas os outros álbuns também foram muito bem representados com canções do calibre de “B.Y.O.B.”, “Cigaro”,“Suggestions”, “Mind”, “Hypnotize”, entre tantas outras que venho escutando desde 2001, quando comecei a acompanhar o System de perto.

Para quem é fã da banda, o show foi perfeito! É claro que algumas músicas sempre vão ficar de fora, mesmo com um setlist de 29 músicas. A maior prova disso foi a sequência final, composta por “War”, “Toxicity”e “Sugar”, que me levou aquela sensação de perda de voz e cabeça prestes a explodir. Quando isso acontece é porque o show foi realmente bom. Não teve nem bis. Mas depois de tudo isso, meus caros, nem precisou.



Setlist:

1. Prison Song
2. Soldier Side (intro)
3. B.Y.O.B
4. Revenga
5. Needles
6. Deer Dance
7. Radio/Video
8. Hypnotize
9. Question!
10. Suggestions
11. Psycho
12. Chop Suey!
13. Lonely Day
14. Bounce
15. Lost In Hollywood
16. Kill Rock N' Roll
17. Forest
18. Science
19. Mind
20. Innervision
21. Holy Mountains
22. Aerials
23. Vicinity Of Obscenity
24. Tentative
25. Cigaro
26. Suite-Pee
27. War?
28. Toxicity
29. Sugar



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL DE VERDADE!!

 Ah...vocês acharam que eu não iria me manifestar nesta maravilhosa data? De forma alguma!!
Eu gosto de Natal, sim. Gosto de dar e receber presentes. Só não acho certo as pessoas só pensarem nisso e esquecerem do verdadeiro significado dessa data.
Não sei qual é sua crença, mas aproveite mais este 25 de dezembro para pensar um pouco em um homem que, se para você não é especial, pelo menos foi alguém que tentou trazer uma mensagem de paz para todos nós.
Agora, para aqueles que acham que este dia data só serve para esbanjar de formas variadas, aí vai meu singelo recado:
  

Infeliz Natal


Na sua casa tem ceia
Na casa dele não tem
Na sua casa tem compaixão
Na casa dele tem compreensão

Infeliz Natal!!!

Infeliz Natal!!!

Na sua casa tem alegria
Na casa dele não tem
Na sua casa muitos amigos
Na casa deles apenas solidão

Infeliz Natal!!!

Infeliz Natal!!!

Ah...Papai Noel...grande velho batuta....





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dizzee Rascal


O rapper inglês que quer conquistar o mundo     


 


Que a Inglaterra é um lugar que deu ao mundo inúmeras bandas importantes de rock todos já sabem. Basta citar Beatles e Rolling Stones pra deixar isso mais do que confirmado. Além do rock, o pop também tem ilustres representantes na terra da rainha. Elton John e George Michael não me deixam mentir.

Mas e no mundo do rap? Alguém poderia citar de imediato um único nome de um rapper inglês de destaque? Pois é. Até pouco mais de um ano atrás eu também não saberia. Eu sou um grande fã de rap. Sei que os melhores deles surgiram todos nos Estdos Unidos. Tupac Shakur, Public Enemy, Jay-Z, 50 Cent, entre tantos outros, todos nasceram na terra do Tio Sam. Na América Latina, incluindo nós brasileiros, é claro, também podem ser encontrados alguns artistas de qualidade nesse meio. Em Cuba temos o ótimo Orishas. Aqui no Brasil, o grande Racionais MCs.

Foi navegando no site da revista inglesa New Musical Express pra buscar notícias de bandas de rock que acabei descobrindo que um garoto de Londres estava “bombando” nas paradas britânicas de sucesso. Seu nome? Dizzee Rascal. 





Com apenas 18 anos, Dylan Kwabena Mills, descendente de ganeses, lançou seu primeiro álbum, intitulado “Boy In Da Corner”, em 2003. Esse trabalho eu só fui conhecer recentemente fuçando na internet pra saber um pouco mais sobre o cara. O que eu descobri foi um som que mistura rap convencional com música eletrônica e ragga. Inicialmente, Rascal foi considerado  um expoente do estilo musical chamado “grime”. O grime é uma espécie de “rap de garagem” feito essencialmente na Inglaterra. Os MCs mandam suas rimas de forma bem acelerada em cima de batidas totalmente inovadoras, às vezes até confusas de tão diferentes daquilo que estamos acostumados a ouvir normalmente.

Foi justamente essa mistura toda que me chamou a atenção. Os graves extremamente potentes de faixas como “I luv U”, “Fix Up Look Sharp” e “Jus’a Rascal” me soaram como uma grande novidade. Nunca tinha ouvido nada parecido. O sotaque inglês bem carregado de Rascal dá um toque especial a cada música, deixando o resultado final ainda mais interessante. As letras basicamente falam sobre o cotidiano da cidade em que vive. Inevitavelmente isso acaba incluindo mulheres, dinheiro e baladas. Felizmente, não chegam a conter nada muito agressivo ou desnecessário. Eu diria que é mais num tom de brincadeira. Não precisamos levar muito a sério. Como quase todo rapper, Dizzee Rascal até tem aquela postura de “eu sou o cara”, mas passa longe de ser antipático.

Não demorou muito e eu acabei comprando este primeiro cd. Pouco depois adquiri também o álbum seguinte, “Showtime”, lançado em 2004. “Stand Up Tall” e “Everywhere” são alguns dos destaques deste disco que seguiu à risca a fórmula do trabalho anterior.

Muito bem criticado pela mídia especializada pelas suas performances ao vivo, Dizzee Rascal facilmente passou a ser figurinha carimbada nos grandes festivais de música do seu país e do resto da Europa. Pelo que pude testemunhar através de alguns vídeos, a galera de fato vai à locura com o clima de pista de dança misturado com festa black que rola em cada show. 







Mas  o garoto seguiu querendo mais. Nem o cd não muito bem sucedido “Maths + English”, de 2007, que incluiu o single “Sirens”, foi capaz de impedir que convites para colaborar com outros artistas se tornassem cada vez mais frequentes. A cantora Lily Allen e o fera da música eletrônica, Calvin Harris, fizeram parceria com Dizzee. Aliás, foi com este último que ele estourou novamente nas paradas de sucesso com o single “Dance Wiv Me”.

Esta faixa acabou entrando no quarto trabalho de estúdio do rapper, “Tongue N’Cheek”, que chegou às lojas em 2009. A ótimas faixas “Holiday” (também foi produzida por Calvin Harris) e “Bonkers”  também entraram nesse disco que fugiu um pouco do “grime” que predominava nos primeiros discos para dar lugar a canções um pouco mais dançantes, mas sem perder a originalidade.

Pra vocês terem um pouco mais de noção do nível alcançado por Dizzee atualmente, basta dizer que, à época do lançamento de “Tongue N’Cheek”, uma grande marca de materiais esportivos lançou um modelo de tênis batizado com o nome do rapper. O cara anda tão empolgado que, recentemente, em entrevista para um canal de TV britânico, afirmou que gostaria eventualmente de enveredar para o ramo da atuação e se tornar algo como o primeiro 007 negro. Ambicioso o rapaz, hein?





Nos últimos dois anos, Raskit adotou uma postura um pouco mais “low profile”. Ele preferiu se restringir apenas a colaborar em álbuns de outros artistas como Shakira, abrir shows de grande porte como o da banda Red Hot Chili Peppers em sua turnê britânica ou fazer uma participação mais do que especial na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em julho deste ano. Somente agora no segundo semestre de 2012, após tantos trabalhos diversificados, é que o rapaz começou a compor faixas para seu próximo trabalho, ainda sem qualquer previsão de data de lançamento.

Pois é. Com toda essa ousadia e apetite para fazer sucesso que Dizzee já conquistou a Inglaterra e, quando menos esperarmos, pode conquistar também o resto do mundo. Talento não falta. Dizzee Rascal é do que a música precisa hoje para mostrar que um visual chocante não é o que deve chamar a atenção do público e da mídia (entendeu, Lady Gaga?), mas sim composições inovadoras que realmente tenham qualidade. Altamente recomendável. 

  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

TOP 5





Top 5 Instrumentistas – Guitarristas


Caros leitores. Nesta post darei início a uma série de Top 5 dos melhores instrumentistas da história. É claro que qualquer lista dos melhores de qualquer área, por si só, já é uma fonte riquíssima de discussões, polêmicas, etc. Uma lista dos melhores guitarristas não tinha como ser diferente.

Pesquisei cerca de dez listas dos mestres deste instrumento tão cativante e que, nas mãos da pessoa certa, é capaz de nos causar sensações das mais variadas. Um grupo seleto acabou se destacando em praticamente todas as listas que encontrei. Acredito que alguns nomes que acabaram entrando na lista final não vão surpreender ninguém. Por outro lado, como sempre, alguns nomes de peso ficaram de fora e vão fazer alguns de vocês “torcerem o nariz”.

Confesso que, devido a uma leve dose de implicância, deixei de fora um cara que apareceu bem colocado em várias das listas pesquisadas. Enfim. Está lançado o debate. Com vocês, os melhores guitarristas de todos os tempos, segundo este humilde blogueiro.







1º Jimi Hendrix (artista solo)

Mais barbada do que essa era impossível, não? Creio que todos que estão lendo esta lista já esperavam que este rapaz seria o primeiro colocado. Johnny Allen Hendrix, nascido na cidade de Seattle, em 27 de novembro de 1942, fazia a guitarra parecer uma extensão de seu corpo tamanha era a intimidade que ele tinha com o instrumento. É hipnotizante ver Jimi tocando sua Fender Stratocaster branca, quase sempre de olhos fechados, viajando sabe-se lá por onde. Canhoto, o que fazia dele um cara ainda mais singular,  Hendrix deixou um verdadeiro legado no que diz respeito a tocar guitarra. É e sempre será uma influência para dez entre dez guitarristas. Nunca montou uma banda propriamente dita, mas sempre esteve acompanhado de excelentes músicos que contribuíram para que compusesse canções como “Purple Haze”, “Hey Joe”, “Voodoo Child”, entre tantas outras. Mito indiscutível que faleceu com apenas 27 anos devido ao consumo excessivo de remédios e álcool num hotel em Londres.









2º Eric Clapton (Cream, Yardbirds, Derek and The Dominos)

Com certeza ele foi o cara que mais chegou perto da genialidade de Jimi Hendrix. Eric Patrick Clapton, natural de Ripley, na Inglaterra, começou a se destacar quando se juntou aos Yardbirds, em 1963. Influenciado por grandes guitarristas de blues como Buddy Guy e BB King, Clapton aos poucos foi moldando seu próprio estilo. Ainda nos 60 formou a excelente banda Cream que, apesar de ter durado apenas três anos, é considerada uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. Após o Cream Clapton montou mais um grupo, Derek and The Dominos, que durou apenas um ano. A partir daí ele iniciou sua brilhante carreira solo e emplacou um clássico atrás do outro. A mistura de técnica e emoção colocada em cada faixa que escreve acabou lhe dando o apelido de “Deus da Guitarra”. Entre seus grandes sucessos espalhados por todas as fases de sua carreira estão “Layla”, “Lay Down Sally” e “C*ine”. Vice-liderança mais do que merecida.










3º Jimmy Page (Led Zeppelin)

Sinceramente, eu não sou grande fã de sua banda, mas é inadmissível ignorar o talento de Jimmy Page e a contrbuição que ele deu e continua a dar nao só para o rock, mas para a música como um todo. No final dos anos 60 e por praticamente toda a década de 70, Page ajudou a revoluvcionar a forma de se tocar guitarra. Se seu contemporâneo Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, era o “riff master”, este inglês da cidade de Heston não só dominava a arte criar bases fantásticas como também era capaz de compor arranjos intrincados, extremamente técnicos, porém com muito “feeling” envolvido. Claro que estar acompanhado no Led Zeppelin de monstros como o baterista John Bonham e o baixista John Paul Jones tornou sua tarefa um pouco mais fácil, mas a grandeza de Page é inquestionável. Se você não conhece o trabalho deste cara que ainda continua em plena atividade ouça faixas como “Rock And Roll”, Whole Lotta Love” e “Cashmere” e vai entender do que estou falando.










4º Chuck Berry (artista solo)

Muita gente foi influenciada pelos três primeiros colocados deste Top 5, mas saibam de uma coisa: se não fosse por Charles Edward Anderson Berry, ou simplesmente Chuck Berry, provavelmente nenhum deles sequer tocaria guitarra. Isso porque o cara é considerado o pai do rock. Ele forjou a pegada do rock and roll, o estilo e a atitude em cima do palco. Qualquer um que brincou de fazer “air guitar” alguma vez na vida fez tambem o “duck walk”, que nada mais é do que aquela sequência de passinhos curtos de um lado para outro. Aos 85 anos, Berry tem muita história pra contar e um vasto repertório que até hoje é capaz de fazer qualquer um cair na dança durante as esporádicas apresentações que faz mundo afora. Chuck nunca primou pelo uso de técnicas complexas ao tocar sua guitarra. Seu estilo sempre foi básico e puro e isso também consegue cativar qualquer fã de musica. Os sucessos de Chuck Berry? “Johnny B. Goode”, “Roll Over Beethoven” e “Rock And Roll Music”, só para citar alguns. É o mestre!











 5º Eddie Van Halen (Van Halen)

Este guitarrista conseguiu uma vaga neste top 5 de última hora. Das listas pesquisadas seu nome aparece um pouco menos e em colocações inferiores a de Keith Richards dos Rolling Stones. Mas meu gosto pessoal acabou falando mais alto e eu me senti na obrigação de arrumar um espaço para Edward Lodewijk Van Halen. Eddie nasceu em Amsterdã, na Holanda, mas quando tinha apenas sete anos de idade sua família se mudou para a California. Foi lá que o garoto se apaixonou por música. Mais especificamente pela guitarra. Ao lado de seu irmão, Alex (baterista), formou a banda de hard rock Van Halen. Eddie é considerado um dos guitarristas mais inventivos de toda a história. Foi ele quem criou a técnica “two hands” e também de sua mente maluca surgiu a ideia de tirar som de sua guitarra passando uma furadeira (!) pelas cordas. Como se isso não bastasse, EVH compôs a base e o solo mais do que clássicos da música “Beat It”, de Michael Jackson. Convenci vocês que ele merece estar entre os cinco melhores guitarristas? Se ainda não, seguem algumas das canções de sua banda: “Jump”, “Can’t Stop Lovin’ You” e “Panama”. Indiscutível, não?.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

BRock




O Pop rock brasileiro desmoronou?

   
Há cerca de 30 anos a música brasileira teve o privilégio de testemunhar o surgimento de várias bandas que tinham como base o rock and roll, mas que, em sua maioria, eram responsáveis por composições de apelo comercial. Ou seja, melodias agradáveis, refrões marcantes, etc.

Logo no início da década de 80, nas principais capitais do país surgiram grupos que marcariam para sempre a história da nossa música. De São Paulo vieram os Titãs, do Rio de Janeiro os Paralamas do Sucesso (minha preferida dessa geração). Do extremo sul do país vieram os Engenheiros do Havaí e de Brasília veio provavelmente o maior de todos os grupos da época, a Legião Urbana.

Eu acabei de citar apenas alguns exemplos. Eu poderia facilmente fazer um texto falando somente do rock brasileiro dos anos 80, que ficou conhecido como BRock. Querem mais alguns nomes só pra não passar batido? Lá vai: Blitz, Barão Vermelho, Kid Abelha, Ira, Nenhum de Nós, Ultraje a Rigor...e por aí vai.




Mas pra chegar ao meu objetivo final preciso passar logo para os anos 90. Nesta década a estética e o som do pop rock brasileiro deram uma grande guinada. Vimos surgir bandas com influências musicais inusitadas e com uma temática de letras e visual bem mais ousados e até mesmo mais agressivos em algumas oportunidades. 

Permitam-me dizer que foi nessa época que comecei a me interessar de forma especial por música e por isso as bandas brasileiras dessa época são as minhas preferidas. Os nomes de maior destaque foram Raimundos, com sua mistura de punk rock e forró (!!!), Planet Hemp, misturando rock e rap, Chico Science a Nação Zumbi e sua salada de rock, hip hop e maracatu, O Rappa, com influências de reggae, e quase no final da década, o Charlie Brown Jr.

Algumas outras bandas dos anos 90, com uma proposta bem mais comercial, também se tornaram muito grandes. Com o mais puro “sangue pop” correndo nas veias, os mineiros do Skank e do Jota Quest, além dos cariocas do Cidade Negra alcançaram um enorme sucesso.




Todas essas bandas dos anos 80 e 90, com mais ou menos qualidade e, obviamente, dependendo do gosto de cada um, tiveram seu mérito e, de uma forma ou de outra, conquistaram pelo menos o respeito por parte do público e da mídia especializada. Porém, vieram os anos 2000. Aí as coisas mudaram.

Se tudo começou num bom nível através dos Los Hermanos (de novo, dependendo do gosto de cada um) que apresentaram um rock honesto e tecnicamente bem realizado, pouco a pouco o castelo do pop rock brasileiro foi desmoronando.

Ainda chegamos a ser agraciados com bandas de qualidade como Pitty e Cachorro Grande, mas quem tomou conta da mídia e do gosto da maioria dos adolescentes foram as chamadas bandas “emo”. 




O emo não era um termo pejorativo até então. No final dos anos 80 e durante os 90, eram considerados “emocore” os grupos que faziam música do estilo hardcore, mas com letras mais sentimentais.  Afinal, rockeiros também amam, certo? Mas no século 21 o emo tomou outra forma. A estética passou a ter tanto destaque ou ainda mais que a música em si. Influenciados pelos americanos do My Chemical Romance e do Fall Out Boy, surgiram por aqui bandas como NX Zero, Fresno e Strike.

Esse triunvirato simplesmente se transformou em referência para o pop rock feito no Brasil atualmente. Letras pouco elaboradas e instrumentistas raramente dotados de técnica (admito, o baterista do NX Zero manda bem) são a base dessa nova geração.  Mas isso não importa muito. Com tanto que as garotinhas seguidoras da MTV possam cantar cada palavra das letras e, entre uma estrofe e outra, gritarem por causa dos “gatinhos” Di, Gu, Fe, Du, Piu, Pe, Lu...etc, tá tudo certo.

Na esteira do emo, vieram os “coloridos”. A diferença está no visual um pouco mais descontraído – é muito comum ver integrantes de bandas como (como me dói escrever esses nomes) Restart e Cine usando calças cor de laranja com camisetas verde fluorescente – além da qualidade do som e das letras serem ainda mais sofríveis que as dos grupos emo. Realmente lamentável.



Me desculpem se estou soando um tanto quanto amargo e exagerado. É que realmente, se pararmos pra pensar em tudo que já foi feito por letristas do calibre de Renato Russo, Cazuza, ou mesmo Rodrigo Amarante, e músicos como Roberto Frejat, João Barone e Lucio Maia, é desanimador olhar o cenário que temos hoje.

Eu infelizmente acredito que o pop rock brasileiro vive seu pior momento. Possibilidades de mudanças? Existem bandas de muita qualidade espalhadas no país todo, mas que não chegarão às grandes massas ou porque as gravadoras não as aprovam ou porque elas mesmas não querem fazer parte desse grande jogo de cartas marcadas e preferem seguir com suas carreiras de forma totalmente independente.

Enfim. As cartas estão na mesa. Enquanto o rock brasileiro tiver esta cara sem graça já sabemos o que fazer:  ir atrás dos grupos de qualidade que conseguem se destacar na mídia mesmo nesse mar de futilidade ou torcer para que novíssimas bandas com propostas minimamente dignas causem uma grande reviravolta na cena. Reviravolta que poderia começar até mesmo por qualquer um de nós. Por que não? Vamos montar uma banda? O que você toca? Alguém precisa salvar o rock brasileiro!!